domingo, 14 de setembro de 2008

Caos na Bolívia; tensão na economia brasileira

Na manhã de quinta feira, 11 de setembro, manifestantes bolivianos interromperam um dos principais gasodutos de escoamento de gás boliviano para o Brasil, o Yacuíba - Rio Grande (GASYRG). Este gasoduto liga os campos produtores do sul da Bolívia com com Gasbol (Gasoduto Brasil-Bolívia). Com a paralisação, que durou 6 horas, o Brasil deixou de receber 3 milhões de metros cúbicos do combustível.
O Gasyrg é responsável por metade do gás enviado ao Brasil, que importa a média de 31 milhões de metros cúbicos por dia. A válvula foi fechada por opositores de Evo Morales.
Se o atraso para reabrir o gasoduto fosse maior poderia afetar o fornceimento de gás para o Rio de Janeiro e São Paulo.
Apesar de não ter ocorrido nenhuma conseqüência muito grave devido à paralisação, o governo brasileiro está em alerta e começa a pensar em planos de emergência. Uma das medidas que o governo diz que poderia ser tomada é o corte de gás para termoelétricas, de indpustrias e até de automóvies para compensar um possível agravamento na situação.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, explicou que se a situação na Bolívia se agravar o Brasil será obrigado a colocar em vigor o plano de contingência que, entre diversas medidas, prevê a retirada dogás de todas as térmicas da Petrobrás e da Eletrobrás movidas a esse combustível.
Essa possível paralisação que o governo brasileiro vem prevendo pode ter efeito imediato para os fabricantes de cerâmica, vidros e produtos químicos. Estas empresas dependem do fornecimento de gás boliviano para continuar fabricando e distribuindo seus produtos.
A Petrobrás tem um plano de ampliação de infra-estrutura de transportes que tornaria o Brasil menos dependente do gás boliviano. Porém as obras estão atrasadas e tem planejamento de término somente para 2010.
A crise política da Bolívia está afetando a economia brasileira e enquanto esta instabilidade do governo Evo Morales continuar, o Brasil deve ficar em alerta para não prejudicar sua produção e fornecimento. A tensão continuará, e segundo especialistas, por um bom tempo.

Nenhum comentário: