Nesta quinta-feira, 18 de setembro, foi publicado o resultado da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilio), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa, que tem o ano referência como 2007, teve 147.851 domicílios visitados em todo o país e 399.964 pessoas entrevistadas. A Pnad é publicada anualmente e é considerada o mais amplo levatamento sobre a realidade do País. Os dados apurados são em relação ao acesso a bens e serviços, abrangência da educação, panorama do mercado de trabalho e a evolução da renda do trabalhador. Além disso, mostra aspectos demográficos como fluxo migratório e taxa de natalidade. Estes dados são usado para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e informações sobre cultura e projeções da população.
Em uma avaliação geral os resultados no campo econômico da Pnad foram positivos. O índice de formalização do emprego foi recorde no ano passado, com 35,7% de trabalhadores registrados. O npumero de ocupados cresceu 4,6% no período em relação a 2006. Outro dado positivo foi a redução no número de crianças entre 5 e 17 anos que trabalhavam. O decréscimo foi de 171 mil em relação a 2006.
Apesar dos números positivos, esse avanço não foi tão significativo na área social e de igualdade. A pesquisa deste ano revelou que o Brasil se desenvolveu mais e que a desigualdade caiu, porém este avanço social é quase insignificante. Segundo Eduardo Giannetti da Fonseca, economista e professor do Ibemec - São Paulo, em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, é preciso uma reforma no mercado de trabalho. "Melhorias como o aumento de renda e do emprego formal não são suficientes para elevar a situação do país ao de nação desenvolvida nos próximos anos". Ele acredita que os números são positivos, mas o ritmo da melhoria é muito lento. "Em um ano excepcional para a economia que foi 2007, em que o PIB cresceu 5,2%, as melhorias são muito tímidas do ponto de vista social", diz. Apenas 35% da população economicamente ativa no Brasil tem uma situação regular de emprego.
A pesquisa revela que, no ano passado, ocorreu a maior redução na diferença entre ricos e pobres no Brasil desde 1990. A Pnad também revela que o índice de analfabetismo no Brasil diminuiu, colocando o País em 15° lugar em proporção aos países da América Latino e Caribe.
Um ponto positivo revelado pela pesquisa é que a cobertura prevdênciária e a rede de esgoto passaram de 50% em melhorias nas regiões Sul e Sudeste.
Giannetti reforça que o Brasil se aproxima de muitos países ricos em alguns indicadores, porém no quesito de distribuição de renda e recursos é como a de países muito pobres e em condições sociais muito limitadas. Segundo a pesquisa, o aumento no rendimento médio real dos trabalhadores nos últimos quatro anos foram insuficientes para recuperar as perdas ocorridas entre 1996 e 2003. Este ano, a renda dos ocupados chegou a R$ 960,00. Valor ¨% inferiror à de 1996 (R$ 1.023,00).
O presidente do IBGE, Eduardo Nunes, declarou que que os dados revelados pela Pnad mostram um cenário "muito positivo". "Ainda temos 14 milhões de pessoas no país que não sabem ler nem escrever um bilhete simples. A maioria são gerações anteriores, que não tiveram acesso ao ensino, hoje mais universalizado. Mas esse indicador ainda é muito alto", afirmou Nunes.
A realidade é que nós estamos evoluindo, mas como em uma corrida de tartaruga. Nos resta acreditar na fábula da lebre e da tartaruga, na qual a tartaruga acaba vencendo a corrida contra a lebre. Ou seja, devemos acreditar que devagar se vai ao longe? Há esperança.
domingo, 21 de setembro de 2008
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