Ontem o mercado financeiro sofreu uma forte turbulência, isso ocorreu devido à crise atual, que dura 13 meses, e que levou o quarto maior Banco dos Estados Unidos Lehman Brothers Holdings a falência.No Brasil, as ações dos bancos brasileiros não ficaram imunes à crise. No final do pregão, as ações preferenciais do Bradesco perdiam 7% e a do Itaú despencava 7,9%. O Unibanco, que tem uma parceria com a maior seguradora norte-americana, a AIG, divulgou que o agravamento da crise nos EUA vai ficar restrita ao valor das ações, ou seja, ao investidor, pois os bancos brasileiros não vão enfrentar problemas operacionais.
Um dos desdobramentos da crise financeira são as bolsas do mundo inteiro mergulhadas no vermelho. A bolsa de Valores de São Paulo, BOVESPA, sofreu ontem a maior queda desde 11 de setembro de 2001, caindo 7,59%. Em Paris, 4,96%; Londres 4,8%; Índia, 5,4%; Taiwan, 4,1%; Austrália, 2%; e Cingapura, 2,9%.
O clima segue pesado. O banco central dos EUA, o Federal Reserve, injetou US$ 50 bilhões no mercado por meio de um leilão de recompra de títulos por um dia (overnight) para aliviar o estresse dos bancos na abertura dos mercados.
Na manhã de hoje, o Lehman entrou com um pedido de proteção sob a legislação de falências e concordatas no Tribunal de Falâncias do Distrito Sul de Nova York. Os principais bancos do mundo aguardam a resposta do pedido, já que a provável liquidação do banco americano vai causar prejuízos em todas essas instituições.
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